sexta-feira, 8 de junho de 2012
As inevitávies perdas
Olá queridos. Há quase dois meses não venho aqui e confesso que tenho sentido muita falta em ser mais constante aqui nas postagens, pois é uma das coisas que mais amo fazer. Bom, hj eu vou falar de um assunto meio dificil de ser falado, porém necessário.
Há exatamente três semanas atrás eu e a minha família tivemos que fazer uma viagem inesperada a nossa cidade natal: Imperatriz/MA. Infelizmente, por um motivo muito triste. Após diversos contatos com nossos familiares recebemos a noticia de que a minha Vó não estava nada bem e que já encontrava-se internada. Nos reunimos, e no fim de semana seguinte dicidimos viajar até lá. Apesar da alegria de ter toda a familia reunida, pessoas vindas de tão longe, de outros Estados para dar força a Vó nesse momento tão difícil foi muito importante. No primeiro dia que cheguei lá, tive que fazer uma visita bem rápida, pois o hospital é bem burocrático nesse quesito e restringe o numero de pessoas consideravelmente. Quando chegou a noite, a enfermaria em que era autorizado entrar 3 pessoas, naquele exato momento haviam 13 pessoas lá (Todos da nossa família). Não me pergunte como, mas burlar a segurança do hospital tornou-se a nossa especialidade nesse período. Apesar do ambiente não ser o desejado, a alegria de estarmos pertos uns dos outros nos fez tão bem... A vó nesse dia teve a maior melhora durante todo o seu período de internação e ela com lágrima nos olhos mostrava e apontava para os outros pacientes do quarto que nós éramos a sua família e que estávamos ali para vê-la, toda orgulhosinha... Tão linda. Oramos naquele mesmo instante pela saúde dela e dos enfermos que estavam naquele hospital, bem como pela nossa família que é o nosso maior patrimônio. Fomos embora mais aliviados pela melhora, mas na manhã seguinte tivemos a infelicidade de receber a noticia de que pela madrugada ela havia piorado, sem pensar duas vezes, durante toda a tarde daquele domingo eu e uma outra prima , Ediane reversamos o horário com uma outra prima minha, a Drika que estava no quarto com a Vó e passamos a tarde lá.. Esses foram uns dos momentos mais dificeis, a Vó já estava muito fraca e precisava de ajuda pra tudo. Ela começou a demasiadamente delirar e teve repentinamente sua pressão baixa. Nesse momento a enfermeira solicitou que com urgência ela fosse levada a outra enfermaria para ser colocada no oxigênio. Quando a enfermeira saiu do quarto, sem pensar duas vezes eu e minha prima pedimos a ajuda de uma pessoa próxima para nos ajudar a trocá-la de enfermaria, pois presumimos que a enfermeira iria demorar voltar para fazer a transferência. O tempo era precioso nesse momento! Assim que a troca foi realizada, pouco depois a enfermeira chega e coloca o oxigênio nEla. Momentos depois não houve melhora, muito pelo contrário. Era uma situação extremamente dificil aplicar soro nela, as veias já quase não apareciam mais e os seus braços e mãos estão muito roxo. Chegando a noite para mais uma troca de acompanhantes, eu já estava de saída, eu disse pra vó que já estava indo e que eu a amava muuuuito e pra ela ficar bem logo pra ela poder ir pra minha formatura, ela balançou a cabeça confirmando aquilo que eu havia dito, eu a abracei e fui embora com minha prima.
Como o médico não nos deu previsão dela receber alta , do seu estado ou coisa parecida, não tínhamos mais como ficar em Imperatriz pois essa situação poderia durar dias, semanas, ou até meses. Na manhã seguinte então, resolvemos voltar a Castanhal. Chegamos aproximadamente às 13:00h aqui em Castanhal quando foi por volta de 13:30h recebemos a triste noticia do seu falecimento. No mesmo instante, entramos no carro, e voltamos de imediato a Imperatriz.. Só Deus msm viu.. a viajem parecia eterna.. Quando chegamos lá já havia muitas pessoas, todos os nossos familiares também já estavam lá. Mts lágrimas, abraços, palavras, pedidos de perdão, gritos, enfim.. Coisas que externam a terrível dor da perda.
Sabe queridos, não preciso dizer para ninguém que essa é uma situação difícil, pq todos sabem disso. Mas apesar de todo o sofrimento, a morte de alguém sempre nos faz refletir um pouco mais acerca de como temos levado a nossa própria vida. A vida nos pega de surpresa e temos que estar prontos. O que temos feito das nossas próprias vidas? Temos valorizado realmente quem merece valor? Temos doado parte do nosso a quem de fato “vale a pena”? Temos conduzido as nossas vidas de um modo sábio?
Essas são perguntam que somente VOCÊ poderá responder. As perdas são inevitáveis, mas o modo como reagiremos a elas irão determinar muitas coisas em nosso futuro. Temos que fazer das perdas, instrumentos para nos tornar mais fortes.
Quando nós íamos saindo do hospital minha irmã disse a minha Vó:
- Vó, tudo o que a gente tá fazendo pela senhora é por amor, tá? Não se preocupa com nada!
A certeza que eu tenho hoje é que a vó se foi assim.. Sentindo-se amada, como sempre foi por cada uma de nós. Não tenho nenhum tipo de arrependimento com relação a ela.. No tempo em que ela esteve aqui eu a abracei enquanto pude, beijei, disse que amava, sentei no colo, comi aquela comidinha boa, deitei na rede com ela pra me sentir segura, ouvi suas histórias de aventuras juvenis, chorei nos seus braços e ouvi seus conselhos. Finalizo dizendo à todos que o marca da nossa vida não está em um corpo bem definido ou um rosto aparentemente perfeito, o que marca a vida das pessoas é o Caráter qu elas possume, é aquilo que você é.. Isso sim tem valor! Não perca-se com as perdas, encontre-se quando elas surgirem!
Algumas fotinhas com a Vó...
Saudades eternas!!!
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Suas palavras são muito sábias, aprendo muito com suas postagens!Que Deus possa continuar te usando cada vez mais como instrumento nas mãos Dele! :)
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